quarta-feira, 15 de junho de 2016

15 de junho: 4 anos da carnificina de Curuguaty

Livro denuncia que massacre abriu caminho ao golpe no Paraguai


Lançamento do livro na livraria Martins Fontes da Paulista
Nesta quarta-feira, 15 de junho, completam-se quatro anos do massacre de Curuguaty, no Paraguai, onde morreram 17 pessoas - seis policiais e 11 camponeses – armação que abriu espaço à derrubada do presidente Fernando Lugo uma semana depois. O “confronto” envolveu 324 policiais, tropas de elite treinadas pela CIA e pelo exército dos EUA fortemente armadas com fuzis, bombas de gás, capacetes, escudos, cavalos e até helicóptero e 60 trabalhadores sem-terra, metade deles mulheres, crianças e anciãos.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

“Curuguaty – carnificina para um golpe” será lançado em junho

Livro defende a absolvição imediata dos sem-terra presos políticos do Paraguai

No próximo mês de junho, quatro anos de solidariedade aos sem-terra presos políticos de Marina Kue, em Curuguaty, no Paraguai, vão virar livro. “Curuguaty - carnificina para um golpe”, do jornalista Leonardo Severo (Editora Papiro, 212 páginas), retrata a resistência dos movimentos sociais da pátria Guarani para fazer valer os direitos dos camponeses - com a efetivação da reforma agrária e a mobilização das entidades populares, do país e de todo o mundo – a fim de garantir a sua absolvição.

Nas terras paraguaias de Marina Kue, Curuguaty, no dia 15 de junho de 2012, foram mortas 17 pessoas - seis policiais e 11 camponeses. O “confronto” envolveu 324 policiais, tropas de elite treinadas pela CIA e pelo exército dos EUA fortemente armadas com fuzis, bombas de gás, capacetes, escudos, cavalos e até helicóptero. Do outro lado, 60 trabalhadores sem-terra, metade deles mulheres, crianças e anciãos. O sangue derramado, vertido para as manchetes dos jornais e emissoras de rádio e televisão, inundou o imaginário coletivo de mentiras, como a de que a tropa teria sido “emboscada” e de que os camponeses não ocupavam organizadamente uma terra pública, mas formavam uma força “terrorista” que buscava tomar uma “propriedade particular”. Manipulada pela oposição, a mortandade levou à cassação do presidente Fernando Lugo uma semana depois.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Fogo em petroquímica privatizada mata 32 trabalhadores no México

O número de trabalhadores mortos anunciado na explosão da refinaria de Pajaritos, em Coatzacoalcos, Veracruz, operada pela empresa Petroquímica Mexicana de Vinil, chegou a 32, na última quarta-feira. Também ficaram feridos na explosão do dia 20 mais de 160 - 13 em estado grave – além dos desaparecidos.
Leonardo Wexell Severo

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Os narcotraficantes e a matança dos sem-terra de Marina Kue

Plantação de 40 hectares de drogas encontradas próximo a Marina Kue
Leonardo Wexell Severo, de Assunção-Paraguai

Com passo firme e olhar determinado, o jornalista argentino José Maria Quevedo entrou na sala do Tribunal de Sentenças do Palácio de Justiça de Assunção, no dia 15 de abril, para dar seu testemunho sobre o massacre de Curuguaty. Participante do minucioso levantamento realizado pela Plataforma de Estudo e Investigação de Conflitos Camponeses (PEICC), o jornalista se dirigiu ao local do massacre onde colheu durante meses inúmeros depoimentos, montando o quebra-cabeça e calcificando convicções sobre a armadilha.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Paraguai: Vigília denuncia onda de superfaturamentos e exige a renúncia da ministra de Educação


Protesto à noite em frente ao Ministério
Leonardo Wexell Severo, de Assunção


Com cartazes condenando a onda de superfaturamentos e tochas erguidas para iluminar os descaminhos percorridos pelo governo Cartes, estudantes, pais e professores realizaram na noite de quarta-feira uma vigília em frente ao Ministério da Educação para exigir a imediata renúncia da ministra Marta Lafuente.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dezenas de milhares de agricultores paraguaios exigem fim do privilégio aos bancos, às transnacionais e ao agronegócio


Pequenos agricultores tomam o centro de Assunção
“Horacio, Horacio, fora do Palácio”, entoaram milhares de manifestantes acampados em frente ao Congresso Nacional do Paraguai exigindo medidas de apoio à agricultura camponesa, familiar e indígena, e o fim do privilégio dado aos bancos e ao agronegócio.

Leonardo Wexell Severo, de Assunção

quinta-feira, 17 de março de 2016

Curuguaty: “cleptocracia oligárquica usa mentira para condenar inocentes”

Livro “Relatos que parecem contos” defende camponeses que são presos políticos no Paraguai

Com uma pormenorizada descrição dos crimes praticados pela “cleptocracia oligárquica” que comanda o Paraguai, “Relatos que parecem contos” (Editora Litocolor, 112 páginas, 2014) repudia o reiterado “uso da mentira para condenar inocentes”, “cujo exemplo mais recente e patético é o de Curuguaty”. Sobreviventes do massacre que matou 17 pessoas, os doze sem-terra de Curuguaty encontram-se há quase quatro anos privados de liberdade, acusados por um crime que não cometeram.