segunda-feira, 29 de abril de 2013

Revolução Bolivariana transforma cena cultural da Venezuela

O teatro Teresa Carreño, construído nos tempos em que a Venezuela era conhecida por ter a Caracas Saudita – em alusão à abundância dos recursos do petróleo — é uma metáfora da cultura no país. Outrora proibido para o público geral, o teatro da era Chávez é cenário de atos públicos, shows gratuitos e de democratização cultural. Comunista e “cultor”, o ator Antonio Machuca é um dos militantes deste projeto de cultura revolucionária.

Por Vanessa Silva, de Caracas 

Machuca, durante ato de apoio à candidatura de Maduro no
Teresa Carreño no começo de abril
Ator desde os 15 anos, Machuca é famoso por suas participações em inúmeras novelas nos anos 1980/90, mas, ao ver seu país sacudido pela revolução comandada por Hugo Chávez, resolveu participar do processo ativamente. Sua posição política passou então a incomodar os meios privados para as quais trabalhava. Incompreendido, saiu dos estúdios e voltou para o teatro, onde começou. 

domingo, 28 de abril de 2013

Possibilidade de fraude nas eleições da Venezuela é de uma em 25 sextilhões


É o que revela um estudo feito pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (CEPR, sigla em inglês) com sede em Washington (DC), Estados Unidos


Jônatas Campos, para o Comunicasul

A possibilidade de ter havido fraude na contagem dos votos nas eleições do último 14 de abril na Venezuela é praticamente impossível. Ou melhor, é de 1 em 25 sextilhões ou 1 em 2521. O número pode assustar, mas essa é a conclusão a que chegou o Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (CEPR, sigla em inglês), com sede em Washington (DC), Estados Unidos. O CEPR fez uma análise estatística sobre a possibilidade de problemas em urnas que não foram auditadas influenciarem nos resultados que deram vitória ao presidente Nicolás Maduro sobre Henrique Capriles por uma diferença de pouco mais de 273 mil votos.




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Luis Britto García: Direita pode estar cometendo suicídio na Venezuela

"Na Venezuela tivemos a sorte de que o aviso popular não
foi acompanhado de uma derrota eleitoral"
Considerado um dos maiores intelectuais da Venezuela, o escritor, ensaísta, dramaturgo e pintor, Luiz Britto García, é um dos maiores pensadores do país. Em entrevista ao ComunicaSul, o escritor nega que morte de Hugo Chávez represente o fim do chavismo, ressalta a importância da vitória de Nicolás Maduro e diz ser necessário refletir sobre os motivos que levaram ao crescimento da oposição no país.

Por Vanessa Silva, de Caracas

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Venezuelanos dizem ‘não’ à violência da direita e saem às ruas

"A mobilização é uma característica do povo bolivariano”,
diz deputada Tania Díaz/ foto: AVN
A Venezuela clama por unidade. Os últimos discursos do presidente Nicolás Maduro evidenciam a necessidade de que é preciso construir um país “democrático, com base no respeito, na convivência, e na solidariedade”. Nesta quinta-feira (25), movimentos sociais de diferentes organizações realizam uma mobilização para apoiar Maduro e rechaçar a violência da oposição que deixou nove mortos e 78 feridos entre 15 e 16 de abril.

Por Vanessa Silva, de Caracas


O ministro de Interior e Justiça, Miguel Rodríguez Torres, informou, nesta quinta (25), que um homem de nacionalidade estadunidense, que estaria relacionado com os atos violentos gerados pelos grupos de direita em todo o país, foi capturado. De acordo com o ministro, é possível que este homem tenha ligações com alguma organização de inteligência porque “detectamos que tem preparação nesta área”. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Piedad Córdoba: Saída para Colômbia é a integração; sozinhos não podemos

A Colômbia vive um momento histórico de diálogo entre o governo e as Farc. Mobilizada, esta sociedade vive um intenso debate e participação em torno dos Diálogos de Paz. Para a ex-senadora, Piedad Córdoba, em entrevista ao ComunicaSul, “os colombianos não conseguem encaminhar este processo sozinhos”, daí a importância do apoio de países como Brasil, Cuba, Venezuela e de eventos como o Fórum pela Paz na Colômbia.


Por Vanessa Silva e Leonardo Wexell Severo, de Caracas


"Fórum pela Paz na Colômbia é muito importante porque o apoio internacional é definitivo não só para a Colômbia, mas para toda a região", diz Piedad Córdoba/ Foto: Joka Madruga - ComunicaSul

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Venezuela festeja primeiro presidente trabalhador e chavista

“Só no socialismo é possível dar paz e dignidade ao povo”. Mais que uma retórica, a expressão, vinda do primeiro presidente trabalhador e chavista da Venezuela, Nicolás Maduro, é um convite à ação. Em seu discurso, o mandatário afirmou que em seu governo será feita a revolução dentro da revolução, fazendo um chamado à eficiência e ao combate à corrupção. A festa começou nas primeiras horas do dia e seguiu, noite adentro, com queima de fogos e músicas revolucionárias.

Por Vanessa Silva, de Caracas
Maduro jura lealdade à Constituição
 Sinal de que não está sozinho e que tem respaldo popular e dos presidentes progressistas da região, o chamado de Maduro foi atendido 61 presidentes e delegações de diversos países e por milhares de pessoas que novamente foram às ruas, mas desta vez, para celebrar a eleição do presidente herdeiro do legado de Hugo Chávez.

Em cinco meses, o povo jurou fidelidade e amor ao processo revolucionário do país três vezes. A primeira quando, estando Hugo Chávez em Cuba para tratamento de um câncer na região pélvica, o povo, nas ruas, jurou perante à Constituição e teve início o último e efêmero mandato de Chávez, interrompido por ocasião de sua morte, quando novamente os venezuelanos juraram que honrariam seu legado e elegeriam Nicolás Maduro. Nesta sexta-feira (19), perante a Assembleia Nacional, Maduro se juramentou tendo ao seu lado o mesmo povo bolivariano que em 1998 elegeu Hugo Chávez pela primeira vez.

Presidente de uma democracia participativa, Maduro sabe que o povo é seu maior capital e prometeu “aprofundar o modo de vida socialista por meio das comunas, da sociedade organizada, dos sindicatos, com solidariedade e respeito” e ressaltou a importância da cultura no processo de transformação que vive o país: “queremos um povo culto, com cultura e que seja capaz de fazer crítica e autocrítica”.

E chamou à unidade nacional: “aos que votaram contra o candidato da pátria, eu faço um chamado. Quero trabalhar com você, eu vou percorrer o país. Quero escutar suas razões: classe média, estudantes, trabalhadores, empresários, investidores (…) chamo a todas as pessoas, os políticos da oposição. Os convido para conversar nos diferentes cenário que possam ter e estou disposto a conversar (…) estou disposto a conversar até com o diabo, que Deus me perdoe”.

O ex-motorista jurou que trabalhará para “dar a maior soma de felicidade possível a nosso povo, seguir construindo o socialismo bolivariano e continuar o legado de Hugo Chávez Frías (...) até que o povo da Venezuela termine de ser um povo devidamente livre". Esses avanços, disse o ex-chanceler, “só são possíveis no socialismo. Se não transcendermos o capitalismo, voltaremos para o fundo do poço”. E colocou como meta de seu governo erradicar completamente a pobreza e a miséria até 2019, quando termina seu mandato.

“Uma pátria de felicidade, independente e socialista para todos e todas. Eu juro!”


Foto: Prensa Miraflores
Nicolás Maduro é empossado presidente da Venezuela e convoca a “uma revolução dentro da revolução”. O chavista foi juramentado pela Assembleia Nacional na presença de 61 delegações internacionais, entre elas a do Brasil, liderada por Dilma Rousseff. Durante seu discurso, Maduro foi surpreendido por uma invasão.

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela