segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Milhares de paraguaios defendem renúncia de Cartes e anulação do caso Curuguaty

Multidão marchou pelo centro da capital para exigir justiça para os camponeses presos políticos de Horacio Cartes

"Nâo queremos e não permitiremos que um narco-presidente oprima nossa gente", entoou a multidão, exigindo liberdade para os sem-terra

Leonardo Wexell Severo, de Assunção

Uma multidão tomou as ruas de Assunção nesta segunda-feira (15), data em que aniversaria a capital paraguaia, para defender “a imediata anulação do julgamento dos camponeses de Curuguaty e a renúncia do presidente Horacio Cartes”.Portando bandeiras paraguaias, faixas e cartazes, trabalhadores do campo e da cidade, estudantes, mulheres e indígenas se concentraram em frente ao Tribunal de Justiça - onde desde a decretação da sentença do caso Curuguaty, há um mês, foi erguida a “Barraca da Resistência” - para exigir a libertação dos sem-terra condenados a até 35 anos de prisão.

sábado, 13 de agosto de 2016

“Alvo do massacre de Curuguaty sempre foi a reforma agrária”

Rubén: Confiança na vitória da luta pela verdade e a justiça

Denuncia Rubén Villalba, sem-terra paraguaio condenado a 35 anos de prisão


Leonardo Wexell Severo, de Assunção

“O alvo do massacre de Curuguaty, em que morreram 11 companheiros camponeses e seis compatriotas policiais, sempre foi a reforma agrária. Como se viu e ouviu nos depoimentos, nas provas apresentadas pelos nossos advogados, foi uma ação planejada com o objetivo claro de matar. Daí a selvageria e a desproporção de forças utilizada contra nós. 230 policiais, com helicóptero e armas automáticas sofisticadas chegaram no acampamento onde estávamos 37 pessoas para fazer uma ‘averiguação’ sem apresentar qualquer documento. Franco-atiradores abriram fogo e se efetivou um despejo em favor da família Riquelme, vinculada à ditadura de Stroessner, que nunca foi dona daqueles dois mil hectares de terra. Com o sangue de inocentes falsificaram a história e derrubaram o governo de Fernando Lugo uma semana depois daquele 15 de junho de 2012. Transformando vítimas em culpados, querem que sirvamos de exemplo para todos aqueles que ousarem colocar em xeque o poder do latifúndio, da oligarquia e das transnacionais”. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

"Curuguaty, carnificina para um golpe" denuncia manipulação do massacre

Renomado escritor paraguaio defende absolvição dos camponeses de Curuguaty
Guido Rodríguez Alcalá

O caso Curuguaty tem chamado atenção internacionalmente. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu explicações ao governo paraguaio, que deve dá-las como signatário do Tratado de Costa Rica. Vários pesquisadores estrangeiros vêm acompanhando o caso; entre eles, o brasileiro Leonardo Wexell Severo, autor do livro Curuguaty: Carnificina para um golpe (São Paulo: Papiro, 2016). A obra, apresentada na sede local da CUT-A (Central Unitária de Trabalhadores Autêntica) em Assunção, circula em nosso país, com boa recepção. Para quem fala castelhano, mesmo sem haver estudado o português, a compreensão se vê facilitada porque se trata de fatos conhecidos e Severo, excelente jornalista, escreve para ser compreendido pelo grande público.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

“Curuguaty, carnificina para um golpe” é lançado no Encontro Pedagógico Latino-americano em MG

Educadores defenderam "Absolvição, já" para os camponeses paraguaios presos políticos do governo de Horacio Cartes

ComunicaSul
Com a temática “Educação Pública, Democracia e Resistências”, mais de 500 educadores das redes estadual e municipais de Minas Gerais e lideranças docentes do Brasil, Honduras, Argentina, Paraguai, Venezuela e México, participaram nas últimas quinta e sexta-feira, em Belo Horizonte, do Encontro Pedagógico Latino-americano.

Encontro Pedagógico Latino-Americano denuncia governo mexicano

José Ojida, professor de Oaxaca, dá seu testemunho. Foto: Lidyane Ponciano

Educadores denunciam crimes contra a educação, a democracia e a soberania

Leonardo Wexell Severo

Os desmandos e atropelos do governo de Peña Nieto “contra a educação, a democracia e a soberania” foram denunciados por duas expoentes lideranças do magistério mexicano presentes ao Encontro Pedagógico Latino-Americano, realizado em Belo Horizonte nas últimas quinta e sexta-feira.
A professora doutora Gabriela Vasquez, do programa de pós-graduação de estudos latino-americanos e o professor José Antônio Altamirano Ojida, de Oaxaca, membro da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação do México, dialogaram por duas horas com mais de 500 educadores sobre “a catástrofe que o governo neoliberal vem implementando” em seu país. Integram o festival de atrocidades os 43 estudantes desaparecidos em Guerrero em 2014, e os 12 manifestantes mortos e mais de 150 feridos recentemente pela polícia em “confronto” com os professores de Oaxaca.

domingo, 3 de julho de 2016

“Curuguaty, carnificina para um golpe” é lançado em Assunção e Foz do Iguaçu

Debate na Unila: solidariedade latino-americana à flor da pele
O livro Curuguaty, carnificina para um golpe, de Leonardo Severo, redator-especial da Hora do Povo, assessor da CUT e observador internacional no Tribunal de Sentenças de Assunção, foi lançado na capital paraguaia, na última terça e quarta-feiras, na Central Unitária dos Trabalhadores Autêntica (CUT-A) do Paraguai e na Universidade Nacional (UNA). Dezenas de lideranças religiosas, sindicais, estudantis, do movimento feminino, indígena e de solidariedade aos presos políticos paraguaios somaram suas vozes, fortalecendo o movimento pela Absolvição, já. Na quinta-feira o debate sobre a obra aconteceu na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com a participação do professor argentino Pablo Friggieri, diretor do Instituto Latino-americano de Economia, Sociedade e Política (Ilaesp).

quarta-feira, 15 de junho de 2016

15 de junho: 4 anos da carnificina de Curuguaty

Livro denuncia que massacre abriu caminho ao golpe no Paraguai


Lançamento do livro na livraria Martins Fontes da Paulista
Nesta quarta-feira, 15 de junho, completam-se quatro anos do massacre de Curuguaty, no Paraguai, onde morreram 17 pessoas - seis policiais e 11 camponeses – armação que abriu espaço à derrubada do presidente Fernando Lugo uma semana depois. O “confronto” envolveu 324 policiais, tropas de elite treinadas pela CIA e pelo exército dos EUA fortemente armadas com fuzis, bombas de gás, capacetes, escudos, cavalos e até helicóptero e 60 trabalhadores sem-terra, metade deles mulheres, crianças e anciãos.