segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O exemplo de Torrijos e a “correlação de forças”

Leonardo Wexell Severo

Comandante Omar Torrijos
“A comunicação diária, ainda que somente seja para saudar-se socialmente, garante que não haja distanciamento entre nós. E sem distanciamento não há espaço físico, nem espiritual, nem político, para que se semeie a dúvida”

General Omar Torrijos

Com estas simples palavras do general e líder panamenho Omar Torrijos, abri minha fala sobre os “Desafios imediatos e históricos da comunicação dos trabalhadores”, sábado (8/11), na mesa de encerramento do Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Venezuela defende na OIT lei que reduz jornada e proíbe terceirizações

Elio Colmenares: "nossa luta é pela justiça social"
Presente na 18ª reunião regional da Organização Internacional do Trabalho, o vice-ministro de Direitos e Relações do Trabalho da Venezuela, Elio Colmenares, afirmou que nova legislação entrará em vigor em 2015 para “fortalecer direitos”. “Nós somos um modelo que vai na contramão ao que determina a OIT, que estabelece um mecanismo de diálogo social que, muitas vezes, mais se parece a um mecanismo de chantagem”, denunciou Colmenares. “Defendemos a progressividade e a intangibilidade dos direitos sociais. Nisso ninguém mexe e nem mexerá, são conquistas defendidas pelo nosso governo e por nosso povo e expressas na nossa Constituição”, frisou o representante venezuelano.

Leonardo Wexell Severo, de Lima

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

#PátriaGrande: Líderes do continente celebram vitória de Dilma Rousseff

Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Por Felipe Bianchi

Após a confirmação oficial da reeleição de Dilma Rousseff (PT) no Brasil (51,63% contra 48,36% do tucano Aécio Neves) neste domingo (26), diversos presidentes e líderes latino-americanos saudaram a vitória da atual presidente no país mais estratégico do projeto progressista em curso na região.

Além de garantir as boas relações com os países vizinhos e reforçar a tendência de integração e cooperação, a vitória de Dilma Rousseff representa a continuidade de um processo de transformações na América Latina, garantindo a manutenção de um mundo multipolar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Coro Coro: Montanha de cobre a serviço do povo boliviano

Criação de nova empresa estatal alavanca crescimento com soberania

Leonardo Wexell Severo, de Coro Coro, Bolívia

A cerca de 100 quilômetros de La Paz, em pleno altiplano andino, está localizada Coro Coro, cidade mineira que se confunde com a própria história da Bolívia. Grande produtora de cobre, originalmente denominada Kori Kori Pata “montanha de ouro” ou ocororo “ouro baixo”, chegou a contar com quatro jornais e superar a capital, La Paz, em número de habitantes.
Resultado das políticas neoliberais que devastaram o país vizinho, o local onde se produzia sulfato de cobre foi fechado em 1985 e os mineiros desempregados, com o município praticamente transformado em cidade fantasma.
A reversão da tragédia começa em 2009, com o anúncio da reativação do distrito mineiro pelo presidente Evo Morales, e a entrada em operação, em 26 de outubro de 2010, da primeira planta produtora de cátodos de cobre da Bolívia, explicou o sociólogo Porfírio Cochi, nascido na localidade. “Coro Coro tinha a sua própria moeda e chegou a ser capital do Estado de Antofagasta, território que perdemos para o Chile. Abandonada, não tinha sequer estradas e uma viagem até La Paz chegava a durar oito horas em caminhão. Além de elevar a auto-estima, a retomada da produção abre enormes perspectivas para o desenvolvimento boliviano”, avaliou.

domingo, 12 de outubro de 2014

Evo reeleito: 'Pátria sim, colônia não!'

Presidente boliviano supera os 60% e governará até 2020

Por Leonardo Severo e Felipe Bianchi, de La Paz


“Irmãos e irmãs, obrigado pelo novo triunfo. Seguimos crescendo nesta sétima vitória, com mais de 60% dos votos [O principal opositor de Evo, Samuel Doria Medina, obteve cerca de 25%]. Este é um triunfo dos anticapitalistas e dos anticolonialistas contra o império norte-americano”, afirmou o presidente reeleito da Bolívia, Evo Morales, saudando a multidão concentrada em frente ao Palácio Quemado na noite deste domingo (12).

Bolivianos vão às urnas, exaltam democracia e repudiam boato de atentado contra Evo Morales

“Há 32 anos, derrotamos uma longa ditadura. Hoje, digo aos jovens que sejam vigilantes desse novo tempo e protagonistas da vida cidadã em nosso país”. Foi com essa afirmação que Wilma Velasco, presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TER) boliviano, inaugurou oficialmente as eleições gerais de 2014. A cerimônia ocorreu na manhã do domingo (12) e contou com a participação do vice-presidente do país, Álvaro García Linera.
Por Felipe Bianchi e Mônica Fonseca Severo, de La Paz


Algumas horas mais tarde, no colégio Agustín Aspiazu, o candidato à reeleição pelo Movimiento Al Socialismo (MAS) falou à imprensa, logo após cumprir com o ato do voto. Linera convocou os bolivianos a participarem do processo “com alegria, entusiasmo e responsabilidade, pois o voto define a pátria que queremos”.

Álvaro García Linera exibe 'papeleta' antes
de despositá-la em urna
“Quando a Bolívia está unida, ninguém nos para”, afirmou Linera. “Quando estamos divididos, todos se aproveitam de nossas debilidades, mas com um governo forte e uma sociedade mobilizada, o país se levanta”, complementou.

“Nossa querida Bolívia, que por tanto tempo foi maltratada e aparecia como o país mais pobre do continente, agora, aparece como um modelo de democracia, de economia, de Estado e de sociedade”, destacou. “Eu confio que os bolivianos, hoje, continuarão a validar esse otimismo e liderança da Bolívia na região”.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Bolívia: “Aqueles que roubavam nossas terras não vão voltar”

“Sou uma árvore e o meu dever é proteger meus frutos. Mataram meus filhos, a meus netos não matarão. É meu dever brigar”, declarou Brígida Bilca, vendedora de empanadas.

Por Mônica Fonseca Severo, de La Paz
Para compreender o que se passa no vizinho andino, nossa equipe conversou com diversos personagens, em distintos momentos de nossa estadia na Bolívia. A despeito da dificuldade de diálogo, visto que o primeiro idioma da maioria da população não é o espanhol, a vontade de comunicar-se sempre falou mais alto.

Brígida Bilca, 55 anos, vendedora ambulante de empanadas, explicou porque, a seu ver, Evo Morales será reeleito neste domingo, 12 de outubro. “Evo descende dos homens de pedra, por isso é garantido para o mundo. Eu também sou descendente dos homens de pedra e, por isso, não posso duvidar dele. Antes dele, eram os padres e os brancos que mandavam,  faziam um irmão matar o outro. Evo nos salvou deste massacre”.  Homens de pedra é a tradução para o espanhol da expressão em aymara que designa os descendentes da civilização Tiahuanaco, provavelmente a mais antiga do mundo. Brígida ressalta a identificação cultural do presidente com a maioria da população, já que 80% dos bolivianos se identificam como aymaras, quéchuas ou guaranis. Com relação à expressão ‘irmão que mata irmão’, Brígida se refere a confrontos entre populares e forças armadas, constituída por bolivianos.