segunda-feira, 29 de abril de 2013

Revolução Bolivariana transforma cena cultural da Venezuela

O teatro Teresa Carreño, construído nos tempos em que a Venezuela era conhecida por ter a Caracas Saudita – em alusão à abundância dos recursos do petróleo — é uma metáfora da cultura no país. Outrora proibido para o público geral, o teatro da era Chávez é cenário de atos públicos, shows gratuitos e de democratização cultural. Comunista e “cultor”, o ator Antonio Machuca é um dos militantes deste projeto de cultura revolucionária.

Por Vanessa Silva, de Caracas 

Machuca, durante ato de apoio à candidatura de Maduro no
Teresa Carreño no começo de abril
Ator desde os 15 anos, Machuca é famoso por suas participações em inúmeras novelas nos anos 1980/90, mas, ao ver seu país sacudido pela revolução comandada por Hugo Chávez, resolveu participar do processo ativamente. Sua posição política passou então a incomodar os meios privados para as quais trabalhava. Incompreendido, saiu dos estúdios e voltou para o teatro, onde começou. 

domingo, 28 de abril de 2013

Possibilidade de fraude nas eleições da Venezuela é de uma em 25 sextilhões


É o que revela um estudo feito pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (CEPR, sigla em inglês) com sede em Washington (DC), Estados Unidos


Jônatas Campos, para o Comunicasul

A possibilidade de ter havido fraude na contagem dos votos nas eleições do último 14 de abril na Venezuela é praticamente impossível. Ou melhor, é de 1 em 25 sextilhões ou 1 em 2521. O número pode assustar, mas essa é a conclusão a que chegou o Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (CEPR, sigla em inglês), com sede em Washington (DC), Estados Unidos. O CEPR fez uma análise estatística sobre a possibilidade de problemas em urnas que não foram auditadas influenciarem nos resultados que deram vitória ao presidente Nicolás Maduro sobre Henrique Capriles por uma diferença de pouco mais de 273 mil votos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Luis Britto García: Direita pode estar cometendo suicídio na Venezuela

"Na Venezuela tivemos a sorte de que o aviso popular não
foi acompanhado de uma derrota eleitoral"
Considerado um dos maiores intelectuais da Venezuela, o escritor, ensaísta, dramaturgo e pintor, Luiz Britto García, é um dos maiores pensadores do país. Em entrevista ao ComunicaSul, o escritor nega que morte de Hugo Chávez represente o fim do chavismo, ressalta a importância da vitória de Nicolás Maduro e diz ser necessário refletir sobre os motivos que levaram ao crescimento da oposição no país.

Por Vanessa Silva, de Caracas

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Venezuelanos dizem ‘não’ à violência da direita e saem às ruas

"A mobilização é uma característica do povo bolivariano”,
diz deputada Tania Díaz/ foto: AVN
A Venezuela clama por unidade. Os últimos discursos do presidente Nicolás Maduro evidenciam a necessidade de que é preciso construir um país “democrático, com base no respeito, na convivência, e na solidariedade”. Nesta quinta-feira (25), movimentos sociais de diferentes organizações realizam uma mobilização para apoiar Maduro e rechaçar a violência da oposição que deixou nove mortos e 78 feridos entre 15 e 16 de abril.

Por Vanessa Silva, de Caracas


O ministro de Interior e Justiça, Miguel Rodríguez Torres, informou, nesta quinta (25), que um homem de nacionalidade estadunidense, que estaria relacionado com os atos violentos gerados pelos grupos de direita em todo o país, foi capturado. De acordo com o ministro, é possível que este homem tenha ligações com alguma organização de inteligência porque “detectamos que tem preparação nesta área”. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Piedad Córdoba: Saída para Colômbia é a integração; sozinhos não podemos

A Colômbia vive um momento histórico de diálogo entre o governo e as Farc. Mobilizada, esta sociedade vive um intenso debate e participação em torno dos Diálogos de Paz. Para a ex-senadora, Piedad Córdoba, em entrevista ao ComunicaSul, “os colombianos não conseguem encaminhar este processo sozinhos”, daí a importância do apoio de países como Brasil, Cuba, Venezuela e de eventos como o Fórum pela Paz na Colômbia.


Por Vanessa Silva e Leonardo Wexell Severo, de Caracas


"Fórum pela Paz na Colômbia é muito importante porque o apoio internacional é definitivo não só para a Colômbia, mas para toda a região", diz Piedad Córdoba/ Foto: Joka Madruga - ComunicaSul

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Venezuela festeja primeiro presidente trabalhador e chavista

“Só no socialismo é possível dar paz e dignidade ao povo”. Mais que uma retórica, a expressão, vinda do primeiro presidente trabalhador e chavista da Venezuela, Nicolás Maduro, é um convite à ação. Em seu discurso, o mandatário afirmou que em seu governo será feita a revolução dentro da revolução, fazendo um chamado à eficiência e ao combate à corrupção. A festa começou nas primeiras horas do dia e seguiu, noite adentro, com queima de fogos e músicas revolucionárias.

Por Vanessa Silva, de Caracas
Maduro jura lealdade à Constituição
 Sinal de que não está sozinho e que tem respaldo popular e dos presidentes progressistas da região, o chamado de Maduro foi atendido 61 presidentes e delegações de diversos países e por milhares de pessoas que novamente foram às ruas, mas desta vez, para celebrar a eleição do presidente herdeiro do legado de Hugo Chávez.

Em cinco meses, o povo jurou fidelidade e amor ao processo revolucionário do país três vezes. A primeira quando, estando Hugo Chávez em Cuba para tratamento de um câncer na região pélvica, o povo, nas ruas, jurou perante à Constituição e teve início o último e efêmero mandato de Chávez, interrompido por ocasião de sua morte, quando novamente os venezuelanos juraram que honrariam seu legado e elegeriam Nicolás Maduro. Nesta sexta-feira (19), perante a Assembleia Nacional, Maduro se juramentou tendo ao seu lado o mesmo povo bolivariano que em 1998 elegeu Hugo Chávez pela primeira vez.

Presidente de uma democracia participativa, Maduro sabe que o povo é seu maior capital e prometeu “aprofundar o modo de vida socialista por meio das comunas, da sociedade organizada, dos sindicatos, com solidariedade e respeito” e ressaltou a importância da cultura no processo de transformação que vive o país: “queremos um povo culto, com cultura e que seja capaz de fazer crítica e autocrítica”.

E chamou à unidade nacional: “aos que votaram contra o candidato da pátria, eu faço um chamado. Quero trabalhar com você, eu vou percorrer o país. Quero escutar suas razões: classe média, estudantes, trabalhadores, empresários, investidores (…) chamo a todas as pessoas, os políticos da oposição. Os convido para conversar nos diferentes cenário que possam ter e estou disposto a conversar (…) estou disposto a conversar até com o diabo, que Deus me perdoe”.

O ex-motorista jurou que trabalhará para “dar a maior soma de felicidade possível a nosso povo, seguir construindo o socialismo bolivariano e continuar o legado de Hugo Chávez Frías (...) até que o povo da Venezuela termine de ser um povo devidamente livre". Esses avanços, disse o ex-chanceler, “só são possíveis no socialismo. Se não transcendermos o capitalismo, voltaremos para o fundo do poço”. E colocou como meta de seu governo erradicar completamente a pobreza e a miséria até 2019, quando termina seu mandato.

“Uma pátria de felicidade, independente e socialista para todos e todas. Eu juro!”


Foto: Prensa Miraflores
Nicolás Maduro é empossado presidente da Venezuela e convoca a “uma revolução dentro da revolução”. O chavista foi juramentado pela Assembleia Nacional na presença de 61 delegações internacionais, entre elas a do Brasil, liderada por Dilma Rousseff. Durante seu discurso, Maduro foi surpreendido por uma invasão.

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela

Venezuela dá posse a Maduro no dia de seu aniversário de independência

Foto: Joka Madruga / Terra Livre Press

O presidente eleito será juramentado pela Assembleia Nacional e, em seguida, participará de um desfile cívico-militar que comemorará também o 203º aniversário de independência do país. A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, presenciará o ato. As ruas do centro de Caracas já estão repletas de apoiadores de Maduro.

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela 

Venezuela auditará 100% dos votos da eleição presidencial

Foto: AVN

Órgão eleitoral irá auditar os 46% dos votos que ainda não foram auditados. “O Poder Eleitoral toma essa decisão para preservar um clima de harmonia entre venezuelanas e venezuelanos, mas também para isolar setores violentos  que buscam irresponsavelmente lesionar a democracia”, diz presidenta do CNE.

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Capriles aceita auditoria do CNE

As peças estão se encaixando para que Venezuela, ao menos, retome uma agenda cotidiana menos impregnada pelo debate político-eleitoral. Na noite desta quinta-feira (18), o candidato derrotado Henrique Capriles Radonski aceitou o anúncio do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de fazer auditoria nos 46% restantes das caixas de depósito dos votos. A decisão do CNE foi aguardada pelo candidato da Mesa da Unidade Democrática (MUD) que, logo depois, realizou uma coletiva de imprensa.

Jonatas Campos, Caracas - Venezuela

Nicolás Maduro recebe apoio internacional e oposição perde força


Isolado, Capriles Radonski tem apoio de ONGs e dos Estados Unidos

Jonatas Campos, Caracas - Venezuela

A reunião de hoje (18) da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), com a presença das presidentas do Brasil e Argentina e dos presidentes do Uruguai, Chile e Bolívia, deve respaldar a vitória do presidente, Nicolás Maduro. O próprio Maduro estará na reunião. Amanhã (19), espera-se aqui na Venezuela, na juramentação do presidente eleito, um total de 50 lideranças, entre chefes de Estado, primeiros-ministros e chanceleres. Enquanto isso, por todo país coletivos e organizações populares continuam em alerta, assim como associações empresariais já pedem que o país siga em frente.

Aram Aharorian: Imprensa estrangeira cria uma Venezuela virtual

 Apesar da aposta de que com a morte do presidente Hugo Chávez a Revolução Bolivariana teria seus dias contados, o que se vê na Venezuela é um forte apoio popular aos projetos iniciados em 1998. Tanto que Henrique Capriles só conseguiu obter 48,97%% dos votos porque incorporou boa parte da retórica chavista, inclusive defendendo o comandante morto. Em entrevista ao Comunicasul, o fundador da TeleSur, Aram Aharorian, avalia os caminhos do Socialismo do Século 21.

Por Vanessa Silva, de Caracas

Aram Aharoniram avalia situação na Venezuela e critica 
cobertura feita pela imprensa/ Foto: Vanesa Silva

Reunião da Unasul abordará eleições na Venezuela

Jonatas Campos, Caracas - Venezuela
com informações da Agência Brasil


A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se reune houje (18) em Lima, capital do Peru. O assunto será a tensão na Venezuela, em decorrência dos protestos da oposição em não aceitar os resultados emitidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Segundo a Agência Brasil, a presidenta Dilma Rousseff, que participará da reunião, seguirá para Caracas para a posse de Nicolás Maduro.

Foto:AVN / Emilio Guzmán




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cresce respaldo internacional a Maduro



França e Espanha ratificam apoio e secretário-geral da OEA deseja êxito ao presidente eleito da Venezuela Nicolás Maduro. A grande maioria dos países da América Latina e Caribe também já enviaram congratulações, assim como todos os países dos BRICS. EUA pede recontagem dos votos, mas recebem resposta: “Comece por seu próprio pátio, senhor secretário

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela

Tensão diminui nas ruas da Venezuela, mas se mantém nas mídias

Foto: AVN

A tensão política já é menor na Venezuela, sem nenhum registro de confronto motivado pelo resultado eleitoral nesta quarta (17). Os pedidos de paz feitos por governo e oposição acalmaram os ânimos, ainda que seus discursos não poupassem ataques mútuos.



Após ações violentas que deixaram sete chavistas mortos entre a madruga de segunda (15) e terça-feira (16), a Venezuela amanheceu menos tensa na quarta-feira (17), sem nenhum registro de confronto motivado pela pugna eleitoral. Os pedidos de paz feitos pelo presidente eleito, Nicolás Maduro, e pelo candidato derrotado, Henrique Capriles, acalmaram os ânimos, ainda que seus discursos não poupassem ataques mútuos. 

Ao invés da marcha opositora prevista para quarta, com alto potencial de conflito e por isso proibida por Maduro e posteriormente desconvocada por Capriles, o centro de Caracas foi palco para o show “Pela Paz e pela Vida”. Organizada pelo governo, na praça Diego Ibarra, ao lado do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o evento segue por toda a tarde com um total de 30 atrações musicais, entre elas Leo Vargas, Omar Acedo, Lloviznando Cantos e Los Cadillacs. 

Desde terça (15) o clima já estava mais tranquilo em Caracas. O que se viu foram algumas concentrações públicas feitas pela oposição em bairros abastados, à tarde, sem grandes distúrbios. À noite, a partir das 20h, o embate travado nas ruas foi meramente sonoro: os opositores batiam panelas, enquanto chavistas soltaram fogos. 

Tensão midiática 
Já na internet, algumas horas depois, Capriles e Maduro voltaram a alertar a população. Pelo twitter, o opositor disse que “o governo ordenou esta noite grupos armados com camisetas nossas quebrar vidros de carros, atacar gente, gerar violência” e, em seguida, disse, que “qualquer coisa que me aconteça na Residência Oficial em Los Teques [casa oficial do governador de Miranda] faço responsável Nicolás Maduro!”.

O presidente eleito - que só terça recuperou sua conta no microblog, hackeada no dia da eleição - respondeu: "sou homem de paz e de palavra, ordenei ao Sebin [Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional] para manter a proteção ao ex-candidato da direita. Apesar que dispensou quem o protegia". E completou: “porque em sua loucura de ódio e desespero são capazes de tudo. Só peço sensatez e que cesse a intolerância e a violência fascista. Paz”. Minutos mais tarde, Maduro postou: "Temos informação que a direita está armando grupos com camisetas vermelhas para simular ataque. Alertei todos os corpos de segurança". 

Já na televisão, os meios privados praticamente não repercutiram os feitos violentos. O destacado jornalista conservador do canal Globovisión, Leopoldo Castillo, chegou a questionar ao vivo a existência de mortos, insinuado tratar-se de uma armação do governo. 

Em entrevista a rádio Noticia24, o diretor da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), Pedro Maldonado, disse “observar com preocupação como, desde segunda-feira, os meios de comunicação invisibilizaram a situação de violência”.  

Nesse contexto, o presidente eleito foi ao ar em cadeia nacional (sintonização de todos os canais numa mesma transmissão) por quatro vezes, entre a manhã e a noite de ontem. Por meio desse recurso, Maduro, entre outras coisas, citou o resultado dos distúrbios, anunciou que não permitiria que a marcha da oposição chegasse até o centro de Caracas, convocou a população a não cair em provocações e atacou por diversas vezes Capriles, responsabilizando-o pela violência. 

Capriles também seguiu fomentando a briga. Em coletiva de imprensa no mesmo dia, transmitida pela Globovisión, o opositor cancelou a marcha, mas culpou o governo de forjar a violência para invisibilizar suas denúncias de fraude eleitoral. 

Ao longo do dia, os meios de comunicação estatais trataram de informar detalhes sobre a violência que deixou sete mortos, 63 feridos e 170 detidos pelos distúrbios. Também foram atacados oito Centros de Diagnóstico Integral (CDI), três sucursais da da rede de supermercados estatal Mercal e três sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV). 

De acordo com a Agência Venezuela de Notícias foram mortos os chavistas José Luis Ponce, Ender Agreda, Henry Manuel Rangel, Keler Enrique Guevara, Luis García Polanco, Rey David Sánchez e Jonathan Antonio Hernández Acosta.


Auditoria dos votos e a segurança das eleições venezuelanas


 O sistema eleitoral da Venezuela é reconhecido como um dos mais seguros e avançados do mundo. Permite a auditoria em todas as suas etapas: desde a chegada das urnas aos centros eleitorais, até a fidelidade da contagem e transmissão dos dados, que é feito por um sistema independente da internet do país, o que impede tentativas de infiltração na rede para manipulação dos dados. Este é o sistema que está sendo questionado pelo candidato derrotado, Henrique Capriles, que pede a recontagem dos votos.

Por Vanessa Silva, de Caracas

Técnico eleitoral é perseguido pela direita e chama à paz


A discussão na Venezuela provocada por setores que não reconhecem o presidente eleito, Nicolás Maduro, está centrada no pedido de que os votos sejam recontados. No domingo (14), quando foi anunciada a margem de diferença de 265 mil votos entre Maduro e o candidato da oposição, Henrique Capriles, iniciaram-se questionamentos e atos de violência no país. O técnico eleitoral, Oscar Martínez, denunciou ao ComunicaSul que tem sofrido perseguições da direita.

Por Vanessa Silva, de Caracas

Oscar Martínez foi perseguido e teve que sair com mulher e filhos de sua casa em Caracas/ Foto: Vanessa Silva

terça-feira, 16 de abril de 2013

Maduro reage com “mão dura” ataques da oposição

Jonatas Campos e Vinicius Mansur, de Caracas - Venezuela
 
 
Presidente em ofensa chamou chavistas a se mobilizar. Foto: AVN
O presidente recém-eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, aumentou o tom e partiu para o ataque no debate político por todo o dia de hoje (16). Em três pronunciamentos feitos em cadeia de rádio e televisão em horários diferentes, Maduro afirmou que vai usar “mão dura contra o fascismo” e proibiu uma marcha chamada pelo candidato derrotado Henrique Capriles Radonski para amanhã (17). O chavista ainda avisou que seu governo não vai reconhecer governadores que o considerem ilegítimo. Capriles é governador do estado Miranda.


Capriles recua de manifestação nesta quarta-feira


por Renata Mielli, de Caracas

Depois dos incidentes desta segunda-feira, da acusação que Maduro fez contra Henrique Capriles, de que ele é responsável pela violência já que convocou as pessoas a se manifestarem na rua, e da decisão do presidente da Venezuela em não permitir que nesta quarta-feira ocorresse uma manifestação contra o CNE que estava sendo convocada pela oposição - “para evitar um banho de sangue”, Capriles recua e pede para as pessoas não saírem às ruas.

Observadores brasileiros destacam “total legitimidade” da eleição de Maduro


 Samuel Pinheiro Guimaraes, Olívio Dutra e Roberto Amaral desmentem alegações da oposição de direita, apoiada pelos governos dos EUA e da Espanha

Leonardo Wexell Severo, direto de Caracas-Venezuela
Fotos de Joka Madruga

Samuel Pinheiro Guimarães, Alto-Representante Geral do Mercosul


Convidados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela para acompanhar o pleito do último domingo (14) no país vizinho, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Alto-Representante Geral do Mercosul; o ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra; e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, foram unânimes durante entrevista em Caracas, nesta terça-feira, em reafirmar a “total legitimidade” da eleição do presidente Nicolás Maduro.

Oposição acirra ânimos e Maduro ativa comitê antigolpe


Após Henrique Capriles considerar a eleição ilegítima e órgão eleitoral proclamar o chavista Nicolás Maduro como presidente, manifestações da oposição e ações violentas elevaram a tensão na Venezuela. Governo ativou um comitê antigolpe.


Lula critica Estados Unidos por apoio a recontagem de votos na Venezuela

Do site Opera Mundi

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os Estados Unidos na noite desta segunda-feira (15/04) pelo apoio ao pedido de recontagem de votos na Venezuela. Um dia após o pleito venezuelano, o governo de Barack Obama classificou como importante e prudente a medida solicitada pelo candidato opositor, Henrique Capriles, e disse que Nicolás Maduro não poderia ser indicado como ganhador até que todos os votos fossem revistos.

Direita venezuelana promove ataques violentos na noite desta segunda-feira.

por Renata Mielli, de Caracas,
Com agências

Foto: Agencia Venezuelana
Muitas manifestações marcaram esta segunda-feira em toda a Venezuela. Convocados à rua pelo candidato derrotado Henrique Capriles, seus partidários fizeram atos, passeatas e também agiram com violência, principalmente nos estados do interior do país. Em Caracas, às 20:00hs, ouviu-se um panelaço em toda a cidade.

Durante a noite, sedes do PSUV no interior foram incendiadas, chegam notícias de ataques contra Centros de Diagnósticos Integrados que fazem parte da Missão Bairro Adentro (Saúde), escritórios do Conselho Nacional Eleitoral, prédios de emissoras de comunicação públicas e agressões contra jornalistas. Há notícias de feridos e mortos.

Elias Jaua convoca corpo diplomático no país para reunião


Diante das declarações da Espanha e da Organização dos Estados Americanos (OEA), que falaram sobre a necessidade de a Venezuela fazer a recontagem dos votos com base nos papéis que são emitidos pelas urnas, o chanceler do país, Elías Jaua, pediu um encontro com o Corpo Diplomático credenciado no país.

Por Vanessa Silva, de Caracas

Durante uma coletiva de imprensa, o chanceler ressaltou que as eleições presidenciais se realizaram de forma transparente, com acompanhamento internacional “e isso demonstra eu não há nenhum elemento que possa ser usado para dizer que houve fraude ou alteração dos resultados emitidos pelo CNE [Conselho Nacional Eleitoral] como expressão do povo venezuelano”.


Bohórquez denuncia guerra dos EUA e da mídia contra Venezuela

Calúnias, guerra de informação, falsas promessas, influência dos EUA e triunfalismo. Estes são os elementos que, na opinião da ex-vice-ministra de Cultura e assessora da presidência, Carmem Bohórquez, podem ter impactado a votação de Nicolás Maduro que, neste domingo (14), venceu o direitista Henrique Capriles por uma diferença de 1,65% dos votos. Carmen deixa claro, no entanto, que a pequena margem não ofusca o brilho da conquista: “foi uma grande vitória”.

Por Vanessa Silva, de Caracas

A filósofa, historiadora e escritora Carmen Bohórquez analisa vitória do 14-A

Análise: Direita se assanha e chavismo segue firme na defesa da revolução


por Renata Mielli

A pequena diferença de votos que obteve Nicolás Maduro nas eleições deste dia 14/04, deu uma nova injeção de ânimo para a oposição venezuelana acirrar a luta política e ideológica contra a revolução bolivariana.

Depois de muitas derrotas políticas e eleitorais, a direita na Venezuela experimenta seu primeiro crescimento significativo numa eleição nacional. E o candidato Henrique Capriles está usando e abusando da retórica e do capital político amealhado neste episódio para incitar a população a não reconhecer o resultado eleitoral e apostar na crise institucional do país.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Denúncia de ataques terroristas na Venezuela pela oposição

Jonatas Campos, Caracas - Venezuela

O presidente reeleito Nicolás Maduro denunciou em uma coletiva com a imprensa internacional que duas casas que servem de sede para o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) foram queimadas por pessoas ligadas à oposição. As casas ficam nos estados Táchira e Anzoátegui. Ainda agora de noite (15), a oposição convocou panelaço em toda a Caracas. Pode-se ouvir barulho de panelas e de fogos e buzinas de carros. Em Altamira, a avenida Francisco de Miranda foi interrompida por um protesto oposicionista.



O ex-ministro da Comunicação no governo de Hugo Chávez, Andrés Izarra, denunciou pela sua conta no Twitter (IzarraDeVerdad) que a casa de seu pai foi atacada. "Denuncio (que) hordas de facistas agrediram meu pai em sua casa", disse.

"Queimaram a casa do PSUV nos estados Anzoátegui e em Táchira com gente dentro. Essa é a Venezuela que vocês querem? Essa é a Venezuela que você vai promover candidato perdedor?", atacou Maduro, que recebeu a informação durante as perguntas dos jornaistas.

Maduro novamente chamou as pessoas à paz e pediu mobilização pelo tema na próxima sexta-feira (19), quando organiza-se para comemorar sua proclamação. "Na sexta-feira, todos à Caracas, já basta de abusos, que saibam o mundo: a direita que há na Venezuela é capaz de tudo", acusou.

Maduro pediu ao vice-presidente executivo Jorge Arreaza que investigue os ataques.

Venezuela com Maduro: Bola rola e povo comemora o gol

Mídia privada faz “guerra psicológica” para “oposição apátrida”, pró-EUA


Fotos: Joka Madruga

Crianças jogam futebol nas ruas de Caracas nesta segunda
Há uma guerra psicológica dos meios privados de comunicação para a oposição apátrida, que serve aos interesses dos Estados Unidos. Eles escondem a comida para especular e falam em escassez de alimentos; eram os que entregavam o petróleo aos estrangeiros e agora falam em uso indevido dos recursos para as missões sociais. Nas urnas, elegendo Nicolás Maduro, o povo venezuelano reafirmou o caminho de Chávez pelos pobres e disse não aos bandidos e ladrões”.

Por Leonardo Wexell Severo, de Caracas

A análise de German Varela sobre a vitória eleitoral de Nicolás Maduro para a presidência da República mais parece a de um sociólogo ou “politólogo”, como atualmente são chamados alguns analistas. Mas German, vendedor de sapatos na Feira Popular localizada próximo à estação Belas Artes do metrô, em Caracas, é um “filho da revolução bolivariana”. Um processo que, para ser vitorioso, apostou na formação política e ideológica de milhões de homens e mulheres.

Maduro é proclamado presidente da Venezuela


Por Renata Mielli e Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela

No final da tarde desta segunda-feira, 15, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) Tibisay Lucena proclamou Nicolás Maduro presidente constitucional da Venezuela. Com a participação de 79,17% dos eleitores, Maduro obteve 7.563.747 votos, 50,75% do total, e Henrique Capriles recebeu 7.298.491, equivalente a 48,97%.

Em seu discurso, a presidenta do CNE defendeu o sistema eleitoral venezuelano como um dos mais seguros do mundo e rechaçou as declarações da oposição de não reconhecer o pleito. “Como vamos viver em sociedade se o mesmo sistema eleitoral, com as mesmas pessoas a frente, é reconhecido quando interessa a oposição e é atacado e desmoralizado quando não lhes interessa?”, questionou. 

Venezuelanos têm forte relação com sua Constituição

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Venezuelanos tem acesso à sua Carta Magna em qualquer lugar do país, até mesmo nas ruas com ambulantes, como mostra o registro do repórter fotográfico Joka Madruga, do ComunicaSul.

Caracas: vida segue normal, mas tensão política é grande


Lojas populares, shoppings, restaurantes e ambulantes trabalharam normalmente nesta segunda-feira, 15, em Caracas. Nas ruas, o clima é de relativa tranquilidade, mas também de muito debate e mobilização, seja de partidários do presidente eleito Nicolás Maduro, seja de partidários do candidato da oposição Henrique Capriles.

A equipe do ComunicaSul visitou diferentes partes da cidade (Sabana Grande, Altamira, Capitólio, Bellas Artes) e não encontrou pontos de conflito ou indícios de confronto, nem tampouco a presença de efetivo policial acima do normal.

Contudo, é perceptível que há uma tensão que reflete a polarização política entre dois projetos.
Partidários de Capriles afirmam que não aceitam qualquer resultado que não seja a vitória de Capriles. De outro lado, chavistas denunciam a tentativa de golpe e de desestabilização da oposição ao não reconhecer a eleição de Nicolás Maduro.




Chanceler venezuelano rechaça declarações da Espanha

Jonatas Campos, Caracas - Venezuela

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, rechaçou nesta tarde (15) declarações da chancelaria da Espanha, que anunciou ser preciso "esperar quem será o ganhador" das eleições, colocando em dúvida a idoneidade do sistema eleitoral do país. "Aqui há um ganhador. Aqui não há nenhuma dúvida de quem ganhou", disse Jaua.


Venezuela: Revolução Bolivariana seguirá com vitória de Maduro


No pleito presidencial deste domingo (14), Nicolás Maduro, o candidato da Revolução Bolivariana venceu o direitista Henrique Capriles por 50,6 6% a 49,07%. A diferença é de cerca de 200 mil votos. O comparecimento às urnas foi de 78,71%. Os dados foram divulgados apenas com 99,12% das urnas apuradas, quando o resultado é irreversível, pela presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibissay Lucena.

Por Vanessa Silva, de Caracas


Presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro - Foto: Joka Madruga/ComunicaSul



 “Com a morte de Hugo Chávez, acharam que era o fim da história. Temos um triunfo legal, Constitucional, popular. São mais de 200 mil votos de diferença. Se tivesse perdido por um voto estaria aqui para assumir minha responsabilidade e entregar o cargo. Mas estou aqui para assumir a vontade do povo”, disse Maduro em seu discurso de vitória.


O presidente eleito pediu respeito, tolerância e disse que ele mesmo faz questão de que haja uma auditoria para que não sobre dúvidas sobre este processo eleitoral. O CNE anunciou que será realizada uma auditoria cidadã. Desta forma, a orientação é os comandos de campanha solicitem a auditoria de 100% dos comprovantes de votação.

O órgão eleitoral também sugeriu que os acompanhantes internacionais estendam sua estadia no país para acompanhar este novo processo.

Chávez invicto

“Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão”, bradaram as pessoas presentes no Balcão do Povo no Palácio de Miraflores, em referência à burguesia que dominou o país durante toda a Quarta República.

“Chávez segue invicto. E seu filho será presidente da República e vai mostrar do que é capaz, vai construir uma pátria de amor, de paz, de prosperidade", vaticinou Maduro.

Vitória de Maduro fortalece integração e desenvolvimento do Brasil e da Venezuela, afirmam economistas


Para Pedro Barros, do IPEA, e Luciano Severo, da UNILA, avanço da “cooperação bilateral” joga papel chave no enfrentamento aos impactos da crise internacional

Texto: Leonardo Wexell Severo, direto de Caracas
Fotos: Joka Madruga


A vitória de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais da Venezuela neste domingo (14) fortalece a integração do Brasil com o país vizinho, potencializando o desenvolvimento comum a partir de ações iniciadas pelos presidentes Lula e Hugo Chávez, que hoje tem papel decisivo no enfrentamento aos impactos da crise internacional.

“Exército” chavista de motorizados garante a vitória de Maduro


Conhecidos em toda a Venezuela e respeitados pelos chavistas, os “motorizados”, como são conhecidos os jovens motoqueiros de Caracas, são um verdadeiro exército do povo e da revolução bolivariana. Neste domingo (14), dia fundamental para a continuidade do processo iniciado por Hugo Chávez, eles convocaram as pessoas para que fossem votar e, desta forma, garantiram a vitória por 234.935 pontos de diferença de Nicolás Maduro sobre seu opositor, Henrique Capriles.

Por Vanessa Silva, de Caracas

Motorizados da Comuna Warairarrepano 

domingo, 14 de abril de 2013

Antes de boletim do CNE, oposição ameaça colocar em dúvida resultado da eleição

Aliados de Capriles alertam para possibilidade de fraude ao mesmo tempo em que elogiam sistema eleitoral venezuelano

Marina Terra | Enviada especial a Caracas pelo Opera Mundi

"Nós não podemos dizer o que aconteceu. Isso corresponde ao CNE [Conselho Nacional Eleitoral]. Nós, no entanto, sabemos o que aconteceu", afirmou na noite deste domingo (14/04) o membro da campanha de Henrique Capriles, candidato à Presidência da Venezuela, Ramon Guillermo Aveledo, sobre os resultados da eleição presidencial venezuelana, que ainda não foram divulgados.

Motoqueiros são essenciais nas eleições venezuelanas

Jonatas Campos, de Caracas - Venezuela

Eles estão em todas as partes de Caracas, capital da Venezuela. Buzinam por qualquer motivo, geralmente cruzam o sinal vermelho e são maioria no trânsito caótico da metrópole caribenha. Os motoqueiros, ou por aqui chamados de “motorizados”, também são uma das partes mais importantes na mobilização e logística da campanha eleitoral no país. Seja monitorando as filas, carregando eleitores ou a serviço dos órgãos de fiscalização, eles estão espalhados pela cidade.

A reportagem do Comunicasul acompanhou Ramon Fernando na garupa de sua moto desde as 4h50 da madrugada. Ele faz parte da logística da Frente de Campanha Popular Hugo Chávez (Caphucha), reunião dos movimentos sociais do país que apoiam o candidato à reeleição Nicolás Maduro. A missão é clara: dar toda ajuda possível aos eleitores do atual presidente e diminuir a abstenção.



"Motorizados" fazem serviço de logística desde as 3h da madrugada



Nicolás Maduro: diálogo sim, mas pacto com as elites jamais.


por Renata Mielli, de Caracas

Durante pequena coletiva de imprensa realizada no centro de votação de Cátia, aonde votou Maduro às 14hs (15:30hs horário de Brasília), o presidente da Venezuela falou sobre seu desejo de que todos os venezuelanos inscritos exercessem seu direito ao voto e reafirmou que o governo bolivariano está aberto ao diálogo com toda a sociedade, mas que a revolução mudou valores e que não fará pactos com a burguesia e a elite.

E afirmou: “Somos um país democrático, que tem um sistema eleitoral perfeito. Se perder por um voto, perco. Se ganhar por um voto ganho. Eu vou ser presidente desta república, que ninguém se equivoque”.

Chavistas estimam que 42% já votaram, oposição denúncia irregularidades

Ambos lados convocaram coletiva de imprensa na manhã deste domingo eleitoral. Os chavistas elogiaram a intensa participação nas primeiras 6 horas de votação. A estimativa é que 8 milhões de venezuelanos já tenham votado. Já os opositores denunciaram irregularidades.

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela.

“Um povo unido é um povo invencível”, diz a chavista Blanca Eeckhout


Em entrevista ao ComunicaSul, concedida nesta sexta-feira (12), na sede de Catia TV, Blanca faz questão de reforçar que entre as várias particularidades que caracterizam o processo político em curso na Venezuela está a consciência de um povo que sabe o que conquistou e o que não pode perder. “Somos um povo em batalha, em luta, que decidiu não apenas seguir Chávez, mas ser Chávez”. Segundo Blanca, essa revolução não tem sido de vanguarda: “é a revolução de um povo completo”.

Blanca Eeckhout é uma das principais lideranças da revolução bolivariana. Deputada pelo Estado de Portuguesa é vice-presidente da Assembleia Nacional. Iniciou sua militância política muito jovem e se destacou como ativista da área da comunicação popular e comunitária. É uma das fundadoras da Catia TV, primeira emissora comunitária do país e foi ministra do Poder Popular para a Comunicação e Informação. Confira. 

Movimentada e sob grandes expectativas, começa eleição na Venezuela


Filas quilométricas já se formam nos centros de votação. Há grandes expectativas sobre como transcorrerá o dia, seja pela preocupação com tentativas de desestabilização, seja por qual será o nível de participação dos venezuelanos.

Jonatas Campos e Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela.

Na Escola Estadual MIrandina, no bairro de Petare, a fila era quilométrica.
Foto: Jonatas Campos 
 

Pesquisa tracking afirma que Maduro ganha com 53,2% dos votos

Jonatas Campos, Caracas - Venezuela

O ComunicaSul teve acesso aos dados da última pesquisa tracking do Instituto Consultores 30.11 realizada entre os dias 10 e 12 de abril com 82.060 venezuelanos maiores de 18 anos em 72 regiões habitacionais do país, incluindo o distrito capital. Na pesquisa feita por telefone foi constatada a intenção de 83,4% dos venezuelanos em votar. Desses, 53,2% disseram votar por Nicolás Maduro, enquanto 42,7% afirmaram que votam em Henrique Capriles Radonski. O restante, 4,1%, não sabe.

A rejeição aos candidatos também é proporcional. Enquanto 50,3% dizem que nunca votariam em Henrique Capriles, 41,1% nunca votariam em Nicolás Maduro.

A pesquisa mostra que a folga do candidato do governo para seu opositor diminuiu, mas que não ameaça uma vitória do chavismo.  A segurança do voto é uma das explicações, já que o Consultores 30.11 afirma que 95% dos eleitores estão certos de seu voto.  “Tomaremos com cenário mais provável, em virtude dos dados dessa tracking, que a abstenção definitiva se repartirá de forma equivalente entre ambas opções, é dizer, que para o 14 de abril a certeza do voto será equivalente para ambas as opções”, afirmam.
"A margem de diferença está localizada em 8% se a tendência a diminuição se deter, o cenário mais provável", diz o levantamento.

A divulgação de pesquisas eleitorais é proibida alguns dias antes dentro do território venezuelano.

sábado, 13 de abril de 2013

Neste 14 de abril mostraremos ao mundo que a revolução não tem volta, diz vice-presidente Jorge Arreaza


 Por Renata Mielli, de Caracas

Foto: Joka Madruga
Foto: Joka Madruga
É no Quartel da Montanha, cravado no cume do bairro popular 23 de Janeiro, que descansam os restos mortais do presidente Hugo Chávez. Às 16:25hs um tiro de canhão homenageia o "El Comandante". Uma cerimônia simples, mas simbólica, que se repete todos os dias sob os olhos dos soldados e da gente que vai até o quartel visitar Chávez. 



Neste sábado, véspera da eleição e, também, dia em que se comemora a vitória popular contra a tentativa de golpe de Estado que ocorreu há 11 anos, entre os visitantes estava o vice-presidente Jorge Arreaza, que foi ao local prestar sua homenagem ao presidente e ao povo que construiu a vitória da revolução bolivariana. Arreaza cumprimentou cada um dos que estavam ali, em frente ao canhão e prontamente atendeu ao pedido para dar uma declaração ao Brasil, sobre a importância deste dia 13 e do dia 14 para a Venezuela.

“Todo 11 tem seu 13; e seu 14!”, afirmam venezuelanos


Há 11 anos, no dia 13 de abril de 2002, um levante popular resgatou o presidente Hugo Chávez, que havia sido sequestrado 47 horas antes por militares, estimulados pelos grandes meios de comunicação a serviço do governo dos Estados Unidos, inconformado com as medidas de nacionalização e resgate da soberania expressas pela Constituição de 1999 e adotadas pelo governo bolivariano.

Por Leonardo Wexell Severo e Vanessa Silva, de Caracas

“Todo 11 tem seu 13”. O ditado venezuelano expressa a confiança na superação e na vitória, como o nosso “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”: após o golpe no 11, a volta triunfal no 13. Ao que se acrescenta agora o 14, data deste domingo de eleições presidenciais, onde todos projetam uma nova vitória da revolução bolivariana com a eleição de Nicolás Maduro.

Venezuela captura paramilitares e mercenários com armas e explosivos



Por Leonardo Wexell Severo, de Caracas

“Estamos desmontando um plano de violência da direita”, afirmou o presidente Nicolás Maduro
O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou, nesta quinta-feira (11), paramilitares  colombianos com armas e explosivos, às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).

Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia.

Chavistas convocam tuitaço #ParaSiempreHugoChavez


Apoiadores de Nicolás Maduro aproveitam o simbolismo do 13 abril, dia que, em 2002, o golpe de Estado contra Chávez começou a ser revertido. Os seguidores do principal candidato opositor estão utilizando a hashtag #CuandoGaneCapriles.

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela

Maduro lança TV ConCiencia e afirma “queremos que floresça a TV na Venezuela”


Por Renata Mielli, de Caracas 
com agências

Nesta sexta-feira, 12, o governo venezuelano deu mais uma demonstração de que o tema da comunicação é estratégico para a democracia e para o desenvolvimento da revolução bolivariana. Na Praça dos Museus de Bellas Artes, o presidente Nicolás Maduro participou do ato de lançamento da TV ConCiencia, que tem como lema “a ciência criada pelo povo e para o povo”. O canal será dedicado a transmitir programação voltadas para a ciência, tecnologia e inovação na Venezuela e na América Latina, e será o primeiro a ser transmitido pela Televisão Digital Aberta.

100 canais

Durante o lançamento, o presidente venezuelano anunciou que pretende criar outros canais de televisão nos próximos anos. “Estou pedindo que façamos todos os estudos para que a televisão cresça e possamos chegar a ter, nos próximos anos, 100 canais de televisão (..). Com 100 canais tudo é possível. Queremos que floresça a televisão na Venezuela”.

Venezuela tem a urna eletrônica mais seguro do mundo


Renomado centro de estudos, liderado pelo ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, garante que o sistema venezuelano é “um dos mais conceituados sistemas automatizados do mundo”
 

Tela tátil com as fotos dos candidatos e tela para confirmação e impressão do voto
 
Jonatas Campos, Caracas – Venezuela

Neste domingo (14), os 18,9 milhões de venezuelanos aptos a votar não precisarão levar uma cola com o número do candidato para o centro de votação. Ao contrário do Brasil, os eleitores escolherão o presidente votando nos partidos. Cada agremiação registrada no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) terá um espaço com a foto do candidato que apoia.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Golpe de Estado, golpe da vida: depoimentos de 11 de abril


Quais são as lembranças dos chavistas de 11 de abril de 2002? O que os faz seguir apoiando o projeto de Chávez 11 anos depois? 

Confira os depoimentos colhidos entre os milhões de chavistas que foram às ruas de Caracas para o fechamento da campanha de seu candidato nesta quinta-feira, também 11 de abril.

Leonardo Wexell Severo e Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela.

Chuva de povo colore ruas de Caracas no último comício de Maduro


Pela primeira vez em mais de uma década, a Venezuela realiza uma eleição sem a presença de Hugo Chávez, falecido no último 5 de março. A ausência do impulsionador da Revolução Bolivariana, no entanto, não diminuiu o entusiasmo popular pelo processo transformador que vive o país. Sete avenidas em Caracas ficaram completamente tomadas de pessoas que, conscientes, declararam, através de Nicolás Maduro, apoio à continuidade da revolução socialista.

Por Vanessa Silva, de Caracas

"Se eu sou revolucionária, meu filho também o é", Yuleima Reyes/ 
Foto: Joka Madruga/ComunicaSul

Como um carnaval popular, mães, crianças, pais, trabalhadores, estudantes, jovens e idosos saíram às ruas para celebrar, dançar e fazer política. Desde as primeiras horas da manhã as pessoas começaram a chegar a Caracas para apoiar o candidato da revolução e manifestar seu amor a Chávez. O percurso de quase dois quilômetros da avenida Bolívar não podia ser vencido em menos de duas horas de caminhada. No palco, a presença do argentino Diego Maradona reforçou o caráter internacional desta eleição.

“É a primeira vez na história da revolução bolivariana que chegamos a esta avenida sem ele. Este é o povo de Chávez. O imperialismo e a burguesia parasitária da Venezuela creem que a revolução acabou com a morte do Comandante, que o chavismo acabou”, disse Maduro ao abrir o comício. Nas ruas de Caracas estava a prova de que não acabou: “Chávez somos cada um de nós”, diziam as diversas camisetas vermelhas que coloriam as ruas da capital.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A festa da democracia toma as ruas de Caracas


por Renata Mielli, de Caracas
Fotos: Renata Mielli e Vinícius Mansur

Nesta quinta-feira, o povo venezuelano mostrou ao mundo que as lideranças políticas são fundamentais, mas que a consciência forjada em 14 anos de revolução bolivariana é a base da formação do principal protagonista do processo político em curso na Venezuela: o povo.



 E foi este povo que ocupou dezenas de quilômetros de ruas e avenidas de Caracas para demonstrar seu apoio irrestrito à revolução, sua lealdade ao Comandante Hugo Chávez e gritar bem alto que “Chávez, te lo juro, mi voto és pá Maduro".

Encerramento de campanha de Maduro lembra golpe fracassado contra Chávez


Jonatas Campos, Caracas - Venezuela

O grande encerramento da campanha de Nicolás Maduro que encheu as maiores avenidas do centro de Caracas, também lembrou o 11 de abril de 2002, data do golpe de estado fracassado contra o presidente Hugo Chávez.


Jorge Luís García, governador de Vargas.
Foto: Renata Mielli

Em 11 de abril de 2002 um complô entre grandes grupos de mídia, empresários, setores da Igreja Católica e militares depôs o presidente Hugo Chávez por 47 horas. Sem respaldo e ante enormes protestos sociais, o golpe fracassou e Chávez retomou o poder no que foi a intentona mais curta da história da América Latina.

“Estamos completando exatamente 11 anos de um golpe facista, que lamentavelmente deixou 39 pessoas mortas na cidade de Caracas. Hoje, mais que recordar esses mártires, recordamos Chávez”, disse ao Comunicasul o general Jorge Luís García Carneiro, atual governador do Estado de Vargas, na costa central do país e vizinho da capital Caracas.