quarta-feira, 26 de março de 2014

Paraguai para contra arrocho e lei de Aliança Público-Privada do “governo vende-Pátria”


Greve Geral parou 90% dos trabalhadores no país| Foto: Leonardo Wexell Severo

Greve geral desta quarta-feira estampa massivo repúdio à política neoliberal do presidente Cartes

Jogando a toalha diante da magnitude da greve geral que paralisou o Paraguai nesta quarta-feira (26), o vice-presidente Juan Afara declarou que o governo do presidente Horacio Cartes “não é absolutamente privatista” e que “está aberto para conversar” com os movimentos sindical e social. Na prática, a inflexão verbal dos entreguistas já havia sido manifestada por Cartes no dia anterior, quando nomeou Afara para coordenar as “mesas de diálogo” – até então inexistentes - numa tentativa desesperada de quebrar a crescente adesão ao protesto contra a política neoliberal.

Por Leonardo Wexell Severo, de Assunção

segunda-feira, 24 de março de 2014

A 38 anos do golpe, jovens vacilam sobre ditadura na Argentina

Ditadura argentina deixou mais de 33 mil desaparecidos

Nesta segunda-feira (24), completam-se 38 anos do golpe de Estado que instituiu uma ditadura cívico-militar na Argentina. No país conhecido pelos brasileiros como um exemplo do resgate da memória e da punição aos envolvidos nos crimes de assassinato e tortura cometidos pelos governos autoritários, cerca 20% dos argentinos consideram que o golpe foi justificado e outros 20% dizem não ter condição de opinar a respeito, em pesquisa realizada pelo jornal Página/12.

“Greve geral do Paraguai diz não à política neoliberal de arrocho salarial e concessão do patrimônio público”




Afirmou Marina Gouvea, professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), avaliando a paralisação da próxima quarta-feira

Leonardo Severo




quarta-feira, 19 de março de 2014

Venezuela: Revolução pelos livros, protestos contra Cuba e o maestro Dudamel

A ocorrência de três eventos num mesmo domingo ilustra alguns dos principais impasses políticos vividos pela Venezuela nos dias de hoje.
Por Pedro Silva Barros, na Carta Maior
Filven 2014 - Apresentação no estande do Brasil (Foto: Pedro Silva Barros)

Foi inaugurada na última sexta (14), em Caracas, a X Feira Internacional do Livro da Venezuela (Filven). Trata-se do maior evento de difusão cultural de um país que expandiu enormemente o acesso à literatura nos últimos anos.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Paraguai: Centrais convocam greve contra “congelamento salarial, privatização e entreguismo selvagens”

Entidades estudantis e camponeses se somam à paralisação do dia 26 de março no Paraguai.


Por Leonardo Wexell Severo, na ComunicaSul


A greve geral convocada unitariamente pelo movimento sindical do Paraguai “Em defesa da soberania da Pátria” para o dia 26 de março (quarta-feira) tem ampliado apoios “contra o congelamento salarial, a privatização e o entreguismo selvagens” defendidos pelo presidente Horacio Cartes e expressos na lei de Aliança Público-Privada (APP), aprovada recentemente. 



domingo, 16 de março de 2014

Paraguai: Aquí se respira lucha!

Com a turnê de seu novo disco, MultiViral, no Paraguai, a banda Calle 13 colocou a questão do massacre de Curuguaty novamente na imprensa nacional e internacional ao fazer eco ao questionamento dos movimentos sociais do país: "qué pasó en Curuguaty?" (O que aconteceu em Curuguaty)?

Por Mariana Serafini, no site da UJS

No último sábado (8), a banda porto-riquenha Calle 13 realizou um show da turnê MultiViral no Paraguai. Usando camisetas que questionavam o Massacre de Curuguaty e com um discurso político provocador, Residente Calle 13 deu voz à luta campesina paraguaia que desde as eleições presidenciais em 2013 vinha perdendo espaço na imprensa internacional. Logo depois do Golpe Parlamentar que depôs o presidente eleito Fernando Lugo em 21 de junho de 2102, o mundo voltou os olhos para o Paraguai, por razões óbvias. Um presidente eleito democraticamente foi deposto em um processo que durou menos de 48 horas com apenas duas de defesa. Porém, não demorou muito para o país “voltar ao eixo” democrático, as eleições foram chamadas pelo presidente golpista Federico Franco e o atual presidente eleito, Horácio Cartes teve ampla vitória nas urnas.

sábado, 15 de março de 2014

Combate às crises políticas passa pelas comunas, diz ministro venezuelano

Para o ministro de Comunas, Reinaldo Iturriza, apesar de insuficiente, poder comunal é chave para sustentação do processo revolucionário.


Por Luciana Taddeo e Marina Terra, de Caracas, para o Opera Mundi

Da reunião de Hugo Chávez com seu gabinete ministerial em outubro de 2012, logo após vencer mais uma eleição presidencial, uma pergunta, feita por ele de forma enfática, ficou ressoando nos ouvidos dos venezuelanos: “Onde estão as comunas?”. Como um pai severo, Chávez tocava em uma ferida do processo revolucionário, que, depois, receberia atenção especial de Nicolás Maduro. Desde o início de seu mandato, o presidente se disse comprometido com o desenvolvimento do poder popular.

É possível ser bolivariano no Brasil?

Para responder à pergunta, realizamos uma série de entrevistas com Fernando Morais, Emir Sader, Dênis de Morais, Nildo Ouriques, Pedro Barros, Paulo Cannabrava Filho, Ricardo Alemão Abreu e João Pedro Stédile a respeito do bolivarianismo e seu alcance no Brasil.
Por Vanessa Martina Silva, no Diferente, Pero no Mucho
Em abril de 2013, poucos dias após a morte de Hugo Chávez, o colunista de O Globo, Rodrigo Constantino, publicou um artigo intitulado “O risco bolivariano” em que compara petistas a chavistas, afirma que o socialismo está ligado ao “caos e à opressão” e que os bolivarianos brasileiros “se inspiram no falecido Hugo Chávez, cujo ‘socialismo do século 21’ é exatamente igual ao do século 20”. Será?
Manifestação em apoio à candidatura de Hugo Chávez em 2012

sexta-feira, 14 de março de 2014

A um ano da morte de Chávez, como definir o bolivarianismo?

O que é o bolivarianismo defendido pelo ex-presidente Hugo Chávez? Por que, apesar da campanha midiática, o ex-presidente venezuelano é um dos poucos consensos entre a esquerda brasileira? 
Por Vanessa Martina Silva, no Diferente, Pero no Mucho
Após a morte do líder da Revolução Bolivariana, Hugo Rafael Chávez Frías, o grande desafio que o presidente Nicolás Maduro e o povo venezuelano têm pela frente é a continuidade da transformação social e política iniciada por ele na Venezuela. Dada a amplitude de sua ação política, sua herança é reivindicada não apenas por seus conterrâneos, como por toda a América Latina. Ele resignificou o bolivarianismo e deu novo ânimo à integração regional.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O El País e a Revolução Bolivariana

O diário espanhol abandonou o rigor jornalístico em favor de uma cobertura partidária da realidade venezuelana
Por Salim Lamrani, de Paris, para o Opera Mundi

Desde o triunfo da Revolução Bolivariana na Venezuela, com a eleição do presidente Hugo Chávez em 1998 (que governou até 2013) e a vitória de seu sucessor Nicolás Maduro nas últimas eleições presidenciais de abril 2013, o El País, principal diário espanhol e líder de opinião, abandonou a imparcialidade no tratamento da realidade deste país. Pior ainda, o jornal espanhol deixou o jornalismo equilibrado e gradual em favor de uma crítica sistemática e unidirecional do poder democraticamente eleito de Caracas.
Foto: Marina Terra/Opera Mundi

Brasil, um amigo da Venezuela


Na medida em que a luta política e social se intensifica na América Latina, se torna evidente a existência de dois campos opostos na região. De um lado, alinham-se Dilma e Maduro, apesar de todas as diferenças entre os dois governos. Do outro, os tucanos brasileiros e os “esquálidos” venezuelanos.
Por Igor Fuser, publicado no Brasil de Fato