quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Vídeo mostra luta dos motoristas crucificados no Paraguai

Trabalhadores foram demitidos por tentar criar Sindicato 

Um vídeo sobre a luta dos motoristas da linha 49 de Assunção, que permaneceram quatro meses crucificados em frente ao Ministério do Trabalho do Paraguai no ano passado, começa a ser divulgado nas redes sociais. Após quatro meses embaixo de lonas, expostos às intempéries e a todo tipo de abusos e repressão, o movimento conseguiu o reconhecimento da entidade.

domingo, 10 de janeiro de 2016

“Matança de Curuguaty foi planejada pelos herdeiros políticos de Stroessner"

Na Cúpula Social do Mercosul, advogado Amélio Sisco denuncia “torturas e execuções de camponeses no Paraguai"

Leonardo Wexell Severo e Nicolás Honigesz, de Assunção
“A matança de Curuguaty, onde morreram 17 pessoas, 11 camponeses e seis policiais, foi planejada pelos herdeiros políticos de Alfredo Stroessner. O objetivo das torturas e execuções dos sem-terra era inviabilizar a reforma agrária e a luta dos movimentos sociais no Paraguai”, denunciou o advogado Amélio Sisco, durante a Cúpula Social do Mercosul, realizada recentemente em Assunção.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Massacre de Curuguaty possibilitou assalto das multinacionais ao poder político no Paraguai”


Denuncia o líder camponês Ernesto Benítez
 
Leonardo Wexell Severo e Nicolás Honigesz, de Assunção
 
Dirigente da Coordenadora de Produtos Agropecuários de São Pedro Norte e destacada liderança do movimento camponês do Paraguai, Ernesto Benítez carrega consigo as marcas de quem nunca se rendeu aos poderosos de plantão. Em 7 de setembro de 1995, foi um dos 21 feridos à bala durante ataque da Polícia Nacional contra manifestantes em Santa Rosa del Aguaray. Na oportunidade foi assassinado Pedro Giménez, de apenas 20 anos. “Os policiais me dispararam com uma escopeta e quase perdi a vida. Tiveram que extirpar uma parte do pulmão”, conta. Em 2003, durante protesto com 16 feridos à bala, em que foi assassinado Eulalio Blanco, Benítez foi levado à Delegacia de Santa Rosa, onde foi torturado por militares e policiais. Na sua avaliação, enquanto não houver reforma agrária e o poder dos grandes produtores de soja e das multinacionais continuar intacto, “não haverá justiça no Paraguai”. Para Benítez, este é o grande nó do embate judicial que cerca o julgamento do massacre de Curuguaty: “se os companheiros saírem livres e fica claro que é uma terra pública, o que entrará em pauta são os 10 milhões de hectares grilados que foram parar nas mãos do latifúndio”. “Outra questão fundamental é que foi com o massacre de Curuguaty que se montou o golpe de Estado e o assalto das multinacionais ao poder político”, frisou. O “confronto” entre 324 policiais fortemente armados com fuzis Galil, escudos, bombas de gás lacrimogêneo, cavalos e helicóptero, e 60 camponeses – metade deles mulheres, crianças e idosos - em Marina Kue, Curuguaty, ocorreu no dia 15 de junho de 2012. O presidente Fernando Lugo foi afastado uma semana depois de um “julgamento” relâmpago. Abaixo, a íntegra da entrevista.