quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cartes aprofunda submissão ao capital estrangeiro e alastra miséria no Paraguai

Manifestantes contra "governo antipopular e antinacional"

Transnacionais ampliam lucro enquanto crescem a fome, o desemprego e o subemprego


Leonardo Wexell Severo, de Assunção

O resultado da política de submissão aos cartéis e monopólios estrangeiros, aplicada pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes, aumentou a concentração de renda e alastrou a miséria no país vizinho, atesta a Pesquisa Permanente de Lugares (EPH), referente à 2016, divulgada na última sexta-feira (16) pela Secretaria Técnica de Planificação (Stip).
Conforme o próprio levantamento oficial, a pobreza atinge 1.949.272 dos 6.754.408 paraguaios, passando de 26,58% da população em 2015 para 28,8% (aumento de 2% no campo e de 2,5% na cidade). A maioria da pobreza extrema - localizada no setor rural, que concentra 40% da população -, torna evidente o fracasso dos indecentes privilégios dados ao agronegócio que desmata, polui e mata. Os que se levantam em favor da reforma agrária, como os camponeses de Curuguaty, são assassinados ou presos. E ponto final.

sábado, 17 de junho de 2017

Paraguaios recordam 5 anos do massacre de Curuguaty e exigem "Justiça, Terra e Liberdade"

Jovens encenam massacre de Curuguaty em frente ao Palácio de Justiça

Leonardo Wexell Severo, de Assunção


“Camponês sem terra não é camponês. Queremos plantar feijão, mandioca e milho, para que todos tenham o que comer. Graças às pessoas que nos apoiam frente à injustiça, não conseguiram e nem conseguirão matar nossos sonhos. Nós somos presos políticos e queremos que vocês sejam nossos porta-vozes”.
A carta-exortação dos camponeses de Curuguaty presos em Tacumbú, em Assunção, foi lida em meio às lágrimas, quinta-feira (15), em frente ao Palácio de Justiça, pela jovem Ramona González, esposa de Néstor Castro - que após ter levado um tiro no rosto e ficar com a mandíbula dilacerada durante meses, foi condenado a 18 anos de reclusão. Ao lado de Ramona, Karina Godoy e a pequena Alma Vitória - esposa e filha de Arnaldo Quintana, também com pena de 18 anos - expressavam o respaldo das famílias à luta por “Terra, Justiça e Liberdade”.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Paraguaios lembram 5 anos do massacre de Curuguaty e exigem imediata libertação dos presos políticos

Leonardo Wexell Severo
A confirmação pela “Justiça” do Paraguai da condenação dos 11 camponeses acusados pelo massacre de Marina Kue, em Curuguaty, onde foram mortas 17 pessoas (seis policiais e 11 trabalhadores sem-terra) no dia 15 de junho de 1012, revoltou a população do país vizinho. Às vésperas da data da carnificina, artistas, intelectuais e familiares das vítimas organizaram uma extensa programação na capital, Assunção, além de uma cerimônia ecumênica no local da tragédia, para exigir a libertação dos sem-terras, presos políticos do governo de Horácio Cartes.