segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Carta de presos de Curuguaty pedindo liberdade é entregue à Corte Suprema de Justiça do Paraguai

Para ser publicada, a carta dos camponeses foi bancada pela solidariedade
Camponeses estão condenados a até 35 anos de prisão por um crime que não cometeram


Uma carta dos camponeses presos políticos de Curuguaty em defesa da sua libertação foi entregue à Corte Suprema de Justiça do Paraguai, em Assunção, por familiares e integrantes do movimento de solidariedade. Condenados a até 35 anos de prisão, Rubén Villalba, Luis Olmedo, Néstor Castro e Arnaldo Quintana, encontram-se na penitenciária de Tacumbú, de onde escreveram o comunicado.

“Nos dirigimos a vocês com o objetivo de expressar-lhes nosso sentimento desde este lugar ao que nos trouxe nossos desejos de um pedaço de terra para cultivar e sustentar-nos como pequenos produtores rurais sem-terra. O massacre que o Estado paraguaio provocou no dia 15 de junho de 2012 é uma injustiça que, há mais de cinco anos de estar privados de liberdade, não matou nosso desejo de alcançar um pedaço de terra para alimentar a nossa família”, afirmam os camponeses.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Paraguai: deputada propõe Anistia para os presos políticos de Curuguaty

Deputada Rocio Casco exige que se investigue a fundo
Leonardo Wexell Severo, Observador Internacional do Caso Curuguaty
A deputada paraguaia Rocio Casco anunciou para as próximas semanas um projeto de lei de Anistia que garanta a imediata libertação dos presos políticos de Curuguaty, “vítimas da corrupção e do tráfico de influência que dirigiram uma condenação anunciada, num julgamento de hipóteses fantasiosas em que as verdadeiras provas desapareceram”.
Em entrevista à rádio Ñanduti, de Assunção, a parlamentar lembrou que “esta é a primeira vez que usamos este expediente na era democrática, pois a direita sempre se utilizou deste tipo de expediente para libertar genocidas, perdoar suas torturas, desaparecimentos e assassinatos”.